Empresária de marca de luxo gera revolta após atacar baianos e beneficiários do Bolsa Família: “Espero que sofram”
Guimarães é alvo de pedidos de investigação e afastamento; SLU encaminhou o caso à auditoria interna, enquanto marca de luxo se distancia das declarações
A empresária e servidora comissionada Fabiana Ribeiro Guimarães passou a ser alvo de questionamentos públicos após publicar ataques a beneficiários do Bolsa Família e declarações ofensivas contra pessoas nascidas na Bahia. A repercussão levou a marca de vestuário de luxo LAGO, da qual ela é sócia-investidora minoritária, a divulgar um posicionamento oficial para se distanciar das manifestações.
O caso também chegou às esferas administrativa e jurídica do Distrito Federal. O deputado distrital Gabriel Magno (PT) encaminhou ofícios à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e ao Serviço de Limpeza Urbana (SLU), solicitando a apuração dos fatos e providências em relação à conduta da servidora, que ocupa um cargo de direção na autarquia.
Em nota, a LAGO repudiou as declarações e afirmou que Fabiana não participa da gestão da empresa. Segundo a marca, as manifestações têm caráter pessoal e não representam o posicionamento institucional da loja ou de seus fundadores. A empresa também reafirmou seu compromisso com o respeito às diferenças e a rejeição a qualquer forma de preconceito ou discriminação.
Ataques a beneficiários do Bolsa Família
A polêmica começou após Fabiana utilizar as redes sociais para criticar apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e atacar pessoas que dependem de programas de assistência social. Em uma publicação nos stories, a empresária afirmou ser contrária ao partido e fez declarações direcionadas a beneficiários do Bolsa Família.
“Eu sou foda e sempre serei. O meu está garantido. E você, que depende de Bolsa Família e acha que ganhar R$ 5 mil é muito dinheiro, sofra. Porque é isso que você merece”, escreveu.
Em outra parte da manifestação, Fabiana declarou que estava disposta a perder seguidores por causa de suas posições políticas. As publicações provocaram reações negativas e ampliaram a repercussão do caso, especialmente após a divulgação de outras declarações consideradas ofensivas a pessoas nascidas na Bahia.
Fabiana é servidora comissionada do SLU, onde ocupa um cargo de direção na área de Tecnologia e Inovação. De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, sua remuneração mensal gira em torno de R$ 15 mil.
Em manifestação oficial, o Serviço de Limpeza Urbana informou que as declarações foram publicadas em um perfil pessoal e em contexto particular, ressaltando que o conteúdo não representa o posicionamento institucional da autarquia nem do Governo do Distrito Federal (GDF).
O órgão também destacou seu compromisso com o respeito, a diversidade e a convivência harmoniosa entre as pessoas.

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