Vídeo: Confusão Entre Vereadores de Lauro de Freitas Termina com Acusações e Agressão

Uma confusão envolvendo aliados do vereador Gabriel Bandarra, conhecido como Tenóbio, e a vereadora Luciana Tavares ganhou repercussão em Lauro de Freitas após vídeos publicados nas redes sociais mostrarem troca de acusações, bate-boca e relatos de tentativa de agressão nas proximidades da Câmara Municipal.
O caso começou a circular após Filipe Jesus, assessor de Tenóbio, publicar um vídeo afirmando que integrantes ligados à equipe de Luciana Tavares teriam tentado agredi-lo. 
Em determinado momento, uma mulher se aproxima e questiona a gravação. A discussão cresce, e Filipe passa a afirmar que estaria sendo ameaçado. “Querem me agredir aqui, ó. Agressão à equipe de Luciano Tavares, querem me agredir”, diz ele no vídeo.
Na sequência, Filipe afirma que a reação seria diferente caso ele fosse o autor da agressão. “Se fosse ao contrário, se fosse eu, eu sairia daqui preso. Mas como você é mulher, pode, né? Mulher pode agredir. O que não pode é homem agredir a mulher”, declarou.
Além do vídeo publicado por Filipe, Tenóbio também divulgou registros nas redes sociais afirmando que teria sido agredido pela vereadora. Segundo o relato do parlamentar, Luciana teria batido no telefone que o filmava. Pelo material enviado ao O Bahia Post, não é possível confirmar se o aparelho estava nas mãos do próprio vereador ou de alguém de sua equipe no momento da confusão.
Tenóbio afirmou ainda que foi à delegacia de Lauro de Freitas após o episódio. Em vídeo, ele disse ter dado voz de prisão à vereadora e acusou Luciana de agressão e intolerância religiosa. “Chegando na delegacia aqui agora de Lauro de Freitas, depois da gente ter dado voz de prisão à vereadora por ter me agredido pela terceira vez. E além de ter cometido intolerância religiosa contra mim”, afirmou.
Do outro lado, Luciana Tavares também se manifestou nas redes sociais e acusou Tenóbio de violência política de gênero. A vereadora afirmou que foi chamada de “vagabunda” durante a sessão e disse que o episódio não seria isolado.
“Mais uma vez, esse vereador repete a violência política de gênero. Hoje, fui chamada de ‘vagabunda’ durante uma sessão, pelo mesmo homem contra quem já apresentei outras queixas por diversos outro comportamento. Não é um caso isolado. É uma prática recorrente de desrespeito e tentativa de silenciamento contra mulheres na política”, escreveu Luciana.
Em vídeo, a parlamentar disse que a discussão começou enquanto ela agradecia pela aprovação de uma congratulação ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues. Segundo Luciana, Tenóbio teria começado a gritar no plenário, atacá-la e tentar desconstruir sua atuação política.
“A Lei 14.192 é bem explícita no que tange a fala desse vereador no plenário. O tempo inteiro ele vem me atacar, me ameaçar e desconstruir a minha vida política”, declarou a vereadora.
Luciana afirmou ainda que espera providências com base na legislação que trata da violência política contra a mulher. “Eu espero justiça na lei, porque a lei existe e precisa ser respeitada. Eu sou uma vereadora eleita e o povo precisa da minha voz para trabalhar”, disse.
Os vídeos mostram um ambiente de forte tensão política, mas não permitem concluir, isoladamente, toda a dinâmica da suposta agressão. Há acusações dos dois lados: Tenóbio diz ter sido agredido e afirma ter levado o caso à delegacia; Luciana afirma ter sido alvo de violência política de gênero e de ataques dentro da Câmara.
O episódio amplia o desgaste no Legislativo de Lauro de Freitas e expõe o clima de confronto entre grupos políticos da cidade.

 

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