Câmara aprova abertura de processo de cassação contra vereador preso por suspeita de violência doméstica

A Câmara Municipal de Vereadores de Santo Antônio de Jesus aprovou a abertura de um processo de cassação contra o vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão (União Brasil), que está preso sob suspeita de violência doméstica no Conjunto Penal de Valença.
A decisão foi tomada na segunda-feira (13/4), após a apresentação de uma representação pelo vereador Mário Sérgio, atual suplente que assumiu a vaga com o afastamento de Morão. A votação foi conduzida pelo presidente da Casa, Caíque Oliveira.
Com a aprovação em plenário, foi autorizada a instauração do processo e a criação de uma comissão processante. Em seguida, um sorteio definiu os integrantes do grupo responsável pela condução dos trabalhos.
Após reunião interna, foram escolhidos os vereadores João Bené como presidente, Cristiano Sena como membro e Ito da Kanal Mix como relator. Caberá à comissão analisar a denúncia e conduzir todas as etapas do processo, garantindo o direito de defesa ao parlamentar.
Morão já havia sido afastado da Câmara após a aprovação de um pedido de licença médica, em decisão unânime tomada em sessão realizada em 30 de outubro de 2025. Com isso, o suplente Sérgio Gordo do Mutum assumiu o cargo.
Na época, o Legislativo informou que o vereador apresentou atestado médico e que a licença tinha caráter temporário. Também foram solicitadas informações oficiais à Delegacia Territorial e à Vara Criminal do município para acompanhamento do caso.
O vereador foi preso no dia 23 de outubro de 2025, em Salvador, suspeito de agredir a ex-companheira. Segundo a Polícia Civil, ele foi localizado em uma clínica de saúde mental no bairro IAPI, onde estava internado.
Além disso, o parlamentar foi alvo de medida protetiva após um novo episódio de violência doméstica registrado no dia 11 de outubro, em Santo Antônio de Jesus.
Morão também já havia sido investigado por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima em fevereiro de 2025. Na ocasião, a mulher relatou à polícia ter sido agredida com golpes de faca e pedaço de madeira durante uma discussão motivada por ciúmes.
A vítima recebeu atendimento médico e solicitou medida protetiva. Dois dias depois, a Justiça decretou a prisão preventiva do vereador, que permaneceu foragido por cerca de 20 dias, até ser localizado no distrito de Boipeba, em Cairu.
Após ser preso, ele foi transferido para Santo Antônio de Jesus e, posteriormente, para o Conjunto Penal de Valença. A soltura ocorreu em abril de 2025, após decisão judicial durante audiência de instrução.
Mesmo após o episódio, Morão retornou ao mandato em julho de 2025 e chegou a pedir desculpas públicas durante discurso na Câmara.
Atualmente em seu segundo mandato, o vereador foi eleito em 2020 com 1.572 votos. A reportagem tentou contato com a defesa do parlamentar sobre o processo de cassação, mas não obteve retorno até a última atualização.
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