Família faz apelo emocionado à Secretaria de Saúde da Bahia por medicamento para dona de casa internada com calazar em Hospital de Feira de Santana: Ouça o Audio

A família de Jamil Dias, uma dona de casa de 27 anos, residente na Vila São José, distrito de Ipojuca (conhecido como Venda do Mangabeira), lançou um apelo urgente à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Jamil está internada há cerca de 12 dias no Hospital Dom Pedro com leishmaniose visceral (calazar), uma doença grave transmitida pelo mosquito-palha.
Segundo o irmão da paciente, Jaílson Dias, o quadro de Jamil vem se agravando dia após dia. “Ela está sentindo febre, o baço está inchado, o fígado inflamado”, relatou. Os médicos informaram que o medicamento específico precisa ser liberado pela CESAB (Central de Abastecimento de Medicamentos), em Salvador, mas a família aguarda a autorização desde a semana anterior, sem previsão concreta de chegada.
A leishmaniose visceral é uma doença crônica e potencialmente fatal se não tratada corretamente. No caso de Jamil, a transmissão ocorreu na própria região, embora ela não crie cães. “Na localidade, só ela que teve”, destacou Jaílson.
O tratamento exige internação hospitalar e pode durar de 30 a 45 dias. Sem o medicamento, a paciente continua debilitada, com febre diária. Nesta semana, ela passou o dia inteiro sem se alimentar, ingerindo apenas um copo de suco, e apresentou glicemia elevada (330 mg/dL).
Mãe de duas crianças pequenas, Jamil deixa os filhos, de 2 e 6 anos, em desespero. “Todos os dias os filhos chamam pela mãe: ‘Cadê minha mãe?’. O menino chora à noite à procura dela. Isso me emociona demais”, desabafou o irmão, visivelmente abalado.
Jaílson fez um apelo direto à secretária de Saúde do Estado, doutora Roberta: “Por favor, nos ajude. A gente está precisando muito desse medicamento. É uma medicação de alto custo, mas para o Estado não é nada. Seiscentos e cinquenta reais não é nada perto de uma vida”.
A família teme que a demora na liberação do remédio piore ainda mais o estado de saúde de Jamil, que já passou pela UPA antes de ser internada.
O caso reforça as dificuldades enfrentadas por pacientes que dependem de medicamentos de alto custo fornecidos pelo sistema público de saúde, especialmente em casos de doenças graves como a leishmaniose visceral, endêmica em algumas regiões do interior baiano.
A reportagem aguarda posicionamento da Secretaria de Saúde do Estado sobre a liberação do medicamento para Jamil Dias.
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