Mãe chora e diz amarrar filha em crises enquanto aguarda vaga em hospital psiquiátrico

Na cidade de Tanque Novo, uma mãe desesperada tem buscado acompanhamento psiquiátrico para filha de 16 anos, que foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (Tea) e Esquizofrenia.
Em entrevista ao site Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, nesta terça-feira (26), Bianca Borges disse que a filha precisa de uma internação, visto que sofre com vários problemas mentais. “Eu consegui uma consulta com neurologista e ele falou que os medicamentos que minha filha tomou acabou prejudicando mais ainda a situação. O ideal é a internação pra ela”, explicou.
Borges contou que a filha ficou mais agressiva com os remédios e tem quebrado tudo dentro de casa. “Eu não tenho nada dentro de casa. Ela quebrou a geladeira, a televisão. Minha chora pedindo pra ver TV, mas eu não tive condições de comprar outra”, completou. Além da filha de 16 anos, Bianca tem mais três filhos.
Segundo Borges, a família tem medo do comportamento da menor causar algum dano mais grave para ela própria ou para os irmãos, visto que a adolescente chegou a jogar o bebê de 2 anos na parede. “Toda vez que ela entra em crise fala que vai matar eu e o irmão de 2 anos”, falou.
A menor chegou a ser internada em 2020, na capital baiana, pelo período de três meses. Na época, ela tinha apenas 10 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde alega que o caso está na regulação e a família precisa aguardar a vaga para internação da adolescente em um Hospital Psiquiátrico. Pela idade da menor, a mãe informou que a vaga é mais difícil de sair.
Embora a menor tenha assistência no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) cidade, ela já faz uso da dosagem máxima da medicação. Emocionada, a mãe confessou que a família é obrigada a amarrar a adolescente quando a mesma está em crise. “A gente tem que amarrar e, agora, vamos colocar uma grade no quarto porque ela fala de matar. Temos medo dela acordar de noite e acontecer o pior. É horrível precisar fazer isso”, lamentou.
Hoje, a adolescente vive dopada dentro de casa. Bianca afirmou que ela sofre com as crises nervosas e a família sofre junto. “Só quero que ela melhore e a solução é a internação”, reforçou.
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