Pescadores de Saubara enfrentam dificuldades com atraso no Seguro Defeso.
Os pescadores do município de Saubara, no Recôncavo Baiano, vivem um momento de grande preocupação diante da demora no pagamento do Seguro Defeso — benefício essencial que garante a subsistência das famílias durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies.
De acordo com relatos de trabalhadores da pesca artesanal, a espera pelo recurso tem se tornado cada vez mais angustiante. Muitos afirmam que já não conseguem manter despesas básicas, como alimentação, contas de água e energia, além de outras necessidades do dia a dia.
O Seguro Defeso é um direito assegurado aos pescadores profissionais que precisam interromper suas atividades durante o período de reprodução dos peixes e mariscos. No entanto, exigências impostas pelo Ministério da Pesca e por outros órgãos do governo federal têm dificultado o acesso ao benefício, gerando incerteza e revolta entre a categoria.
“Estamos sem poder pescar e sem receber. Como vamos sobreviver assim?”, questiona um pescador da região, expressando o sentimento coletivo de abandono.
A situação não afeta apenas Saubara, mas diversas comunidades pesqueiras da Bahia e de outras partes do país. Entre as principais reclamações estão a burocracia para aprovação do benefício, inconsistências cadastrais e demora na análise dos pedidos.
Enquanto aguardam uma solução, os pescadores cobram mais agilidade por parte das autoridades competentes e medidas emergenciais que garantam o sustento das famílias afetadas.
A crise evidencia a importância do Seguro Defeso não apenas como política ambiental, mas também como instrumento social fundamental para milhares de brasileiros que dependem diretamente da pesca artesanal para viver.
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