Homem denuncia demora na regulação e perda da mãe em unidade de saúde de Feira de Santana

Uma Paciente ficou 11 dias aguardando transferência para hospital de referência e veio a óbito

Um vídeo que circula nas redes sociais nesta sexta-feira (08/05) mostra a indignação de um homem que perdeu a mãe após dias de espera por uma vaga de regulação no sistema de saúde da Bahia. A paciente estava internada na Policlínica do bairro Parque Ipê, na cidade de Feira de Santana, e precisava ser transferida para o Hospital Geral Clériston Andrade, unidade de referência para casos mais graves.
Segundo o relato do filho da vítima, gravado em frente à unidade de saúde, a mãe ficou onze dias aguardando a regulação estadual para transferência, mas não obteve êxito. A demora, segundo ele, foi determinante para o desfecho fatal.
“Minha mãe ficou onze dias esperando uma regulação. Onze dias! E nada foi feito. Agora ela se foi”, lamenta o homem no vídeo, com a fachada da policlínica ao fundo.
O caso reacende o debate sobre a crise na regulação de leitos no estado da Bahia, que há meses enfrenta dificuldades para atender a demanda de pacientes que necessitam de transferência entre unidades de saúde. A Central de Regulação é responsável por gerenciar vagas em hospitais de maior complexidade, mas frequentemente aparece em denúncias de demora e falta de estrutura.
A família da vítima afirma que fez diversas tentativas de conseguir a transferência, mas não obteve respostas concretas da Secretaria de Saúde do Estado. A Policlínica do Parque Ipê, unidade de média complexidade, não dispunha da estrutura necessária para o tratamento da paciente, que necessitava de atendimento especializado no Hospital Geral Clériston Andrade.
O que diz a lei
A Lei Federal nº 12.101/2009, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Urgência, estabelece que o SUS deve garantir o acesso oportuno e a continuidade do cuidado aos usuários. A regulação de leitos é um dos pilares dessa política, mas na prática, estados e municípios enfrentam dificuldades operacionais que resultam em atrasos e, em casos extremos, na perda de vidas.
Repercussão
O vídeo já acumula centenas de compartilhamentos nas redes sociais, com internautas cobrando respostas das autoridades de saúde do estado. Muitos relatam situações semelhantes enfrentadas por familiares em outras unidades de saúde da região.
Posição das autoridades
Até o momento desta publicação, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a direção do Hospital Geral Clériston Andrade não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Sesab, mas não obteve retorno.
A Policlínica do Parque Ipê também não se manifestou sobre as circunstâncias do óbito da paciente.
O caso está em desenvolvimento. A reportagem segue acompanhando a situação e aguarda posicionamento oficial das autoridades de saúde.
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